sexta-feira, 19 de abril de 2013

“NÃO À REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL”




Todos os dias, a cada novo crime cometido por um menor de idade, reacende-se uma discussão que já dura mais de 20 anos: a possível redução da maioridade penal.
O mundo mudou e muitos já não aceitam um Código Penal que já não abarca a evolução da criminalidade infanto-juvenil e pedem medidas mais severas a esses menores infratores que cresceram e crescem junto com a criminalidade.
A sociedade clama por normas mais rígidas e que não dê vazão ao cometimento de mais crimes e à reincidência. A sociedade pede pena de morte, prisão perpétua ou a simples prisão para os jovens infratores. No entanto, essa sociedade nem sempre é a voz da razão; se assim o fosse não teríamos os representantes políticos que temos. E, frente ao sistema carcerário que temos, será mesmo que prender esses jovens é a melhor solução?
Prisão nunca foi solução pra nada, se fosse assim o número de reincidentes não seria tão grande. A solução é tão inacessível e impossível que deixaria qualquer político de pés e mãos atadas. E falar qual seria a solução é entrar no blá blá blá de sempre: educação, cultura, lazer, moradia... é impossível fazer isso chegar de forma igualitária a todo mundo e findar a criminalidade, para os que dizem que essa seria a solução. 


E, para os que dizem que a solução seria exterminar todos os criminosos, quem somos nós pra tirar a vida de alguém? A vida de um criminoso é algo tão sagrado quanto a do seu filho inocente que morreu pelas mãos de um bandido, pois estamos falando de uma vida humana. Neste ponto todos deverão concordar: nenhuma vida vale mais que outra, todas são sagradas na mesma medida, uma vez que estamos diante da vida de um ser humano; o que tem que existir são punições severas e eficientes e não extermínio em massa.
Quanto aos jovens infratores ou criminosos de qualquer idade, o que precisamos não é diminuir a maioridade penal - usando como desculpa que “a sociedade mudou, os tempos são outros” - isso não é solução pra nada! Diminuímos hoje a maioridade penal para punir jovens infratores, amanhã puniremos penalmente nossas crianças e depois de amanhã nossos bebês. Parece absurdo, mas é essa a lógica que os defensores da redução da maioridade penal estão buscando. É um pensamento absurdo e fadado ao fracasso, porque a solução não é bem por aí.


Não defendo a redução da maioridade penal, defendo a criação de um Diploma Penal mais analítico, que não julgue o meu filho de treze anos de idade que ainda brinca de carrinho como se julgasse um jovem infrator de mesma idade que se droga desde criança, abusado e que pratica roubos e assaltos frequentemente, porque é isso que vão fazer caso consigam mudar o atual Diploma Penal, tratamento igualitário entre a sua filha de treze anos que não sai de casa e ainda brinca de boneca com a jovem que se prostitui, rouba e assalta das grandes cidades.
Sendo assim, não é punir uma idade, é punir uma conduta, não importando a idade em que essa conduta se deu. Se um homem maior de idade matou outro homem sua pena não diferirá da de um jovem de 15 anos que cometeu o mesmo crime, isso eu defendo, punir condutas, idades não!      

Nenhum comentário:

Postar um comentário